segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Brasil e as mudanças climáticas

O Brasil, era considerado o quinto país mais poluente, devido, principalmente ao desmatamento e a queimadas nas florestas.
No entanto, segundo a reportagem de Akemi Nitahara, Agência Brasil, disponível no site: http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-10-08/brasil-polui-como-pais-desenvolvido-diz-pesquisador-do-ipcc.

"O desmatamento deixou de ser a principal causa de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, que passou a ter como principal fonte de emissão a queima de combustível fóssil, poluindo "como um país desenvolvido”, segundo avaliação do pesquisador peruano José Marengo, representante latino-americano no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês). Ele é professor de pós-graduação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foi indicado pelo Brasil para o programa de monitoramento do clima.
 
De acordo com o pesquisador, o inventário de emissão de gases de efeito estufa de 2010, lançado em 2013 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostra que houve a inversão do tipo de poluição predominante no Brasil em comparação ao relatório anterior, de 2004.
“Desde 2008, talvez um pouquinho antes, a taxa de desmatamento na Amazônia diminuiu bastante, mas a frota de veículos aumentou. A agricultura também tem melhorado um pouco, mas ainda contribui, principalmente [a cultura de arroz], para a emissão de metano, a mineração contribui, tem as termelétricas. O que basicamente coloca o Brasil como país poluidor tipo primeiro mundo é mais a queima de combustíveis fósseis, e aqui no Brasil são basicamente termelétricas, de qualquer tecnologia, e também a frota veicular”.
 

“A única forma [de evitar um aquecimento maior] é reduzir a emissão de gases de efeito estufa, diminuindo por exemplo a frota de veículos, [aumentar as] energias renováveis, solar, eólica, biomassa, redução no consumo de termelétricas, obviamente não podemos fechar, zerar a contribuição de gases de queima de combustíveis fósseis, o ideal é misturar um e colocar outras fontes, obviamente isso pode ter um custo elevado. Medidas de mitigação são caras”.
As projeções mais otimistas estimam que a temperatura média do planeta vai subir cerca de 1,5 grau Celsius (ºC) até 2100. No caso das emissões de gases do efeito estufa, o aumento pode chegar até a 4°C".

Aquecimento global e o relatório do IPCC

Sou professora do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pelo Parfor (Programa de formação de professores da CAPES), na Universidade do Oeste de Santa Catarina, Unoesc, campus Videira/SC e no momento estou orientando 6 projetos na disciplina de Estágio Curricular Supervisionado I. Dois fazem relação aos micro-organismos e quatro as questões ambientais.
Ao longo dos meus últimos posts, já falei sobre vírus e bactérias para auxiliar os acadêmicos nas orientações e também, mostrar assuntos interessantes e pertinentes, inclusive para os meus alunos pré-vestibulandos do VideVest.
Para hoje, apresentarei dados sobre meio ambiente, sustentabilidade e aquecimento global.

Para começar, trago a reportagem de Tasso Azevedo, disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-do-clima/2014/11/07/uma-sintese-para-incomodar/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel_blogdoclima, que trata sobre as últimas conclusões a que o IPCC (Painel intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU) que foi publicado no dia 02 de novembro de 2014.

Segundo o autor "O resultado incomoda pela contundência ao relatar as mudanças do clima já em curso e os impactos sobre as pessoas e a vida em todo planeta e a necessidade de esforço para limitar emissões de gases de efeito estufa (GEE) muito mais drástica do que a apontada em qualquer outro relatório anterior.

Este incômodo precisa servir de inspiração para acelerar a implementação de ações de adaptação e mitigação já e aumentar o nível de ambição ao limite para dar forma ao novo acordo climático global a ser fechado na Conferência de Paris – COP21, em 2015.

O resumo para tomadores de decisão em políticas públicas (Summary for Police Makers) do Relatório Síntese merece ser lido por todos os envolvidos com o desenvolvimento de estratégias em empresas, organizações não-governamentais e governo.

A seguir os principais pontos do Relatório Síntese do 5º Relatório do IPCC:

1. MUDANÇAS OBSERVADAS E SUAS CAUSAS
 
A influência humana sobre o sistema climático é clara, e o registro de emissões antrópicas de gases de efeito estufa recentes é o maior da história. As recentes mudanças climáticas tiveram impactos generalizados sobre os sistemas humanos e naturais.
O aquecimento do sistema climático é inequívoco e, desde os anos 1950, muitas das mudanças observadas não têm precedentes ao longo de décadas a milênios. A atmosfera e o oceano têm aquecido, as quantidades de neve e gelo têm diminuído e o nível do mar subiu.grafico1
Cada uma das três últimas décadas tem sido sucessivamente mais quentes na superfície da Terra do que qualquer década anterior desde 1850. O período de 1983 a 2012 foi provavelmente o mais quente no período de 30 anos dos últimos 1.400 anos no Hemisfério Norte. Essa avaliação só é possível nesse hemisfério pela disponibilidade de dados históricos. Os dados de temperatura médias globais – combinadas superfícies terrestres e oceânicas -, calculadas por uma tendência linear, mostram aquecimento de 0,85 oC durante o período de 1880-2012.
Da energia retida pelo aumento da concentração de GEE na atmosfera, 90% está acumulando nos oceanos. Mais de 1/3 do carbono que emitimos está sendo absorvido pelo oceano, causando sua acidificação (26% em relação à era pré-industrial).
grafico2

As emissões antropogênicas de gases de efeito de estufa aumentaram desde a era pré-industrial, impulsionado em grande parte pelo crescimento econômico e populacional e, agora, estão maiores do que nunca. Isto levou as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que são sem precedentes, pelo menos, nos últimos 800 mil anos. Seus efeitos, juntamente com os dos outros fatores antrópicos, foram detectados em todo o sistema climático e são a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século 20.
Metade das emissões entre 1750 e 2011 aconteceu nos últimos 40 anos. As emissões acelerarão entre 2000-2010 (2,2% a.a.) em relação ao período 1970-2000 (1,3% a.a.).
Nas últimas décadas, as mudanças climáticas têm causado impactos nos sistemas naturais e humanos em todos os continentes e através dos oceanos. Impactos são devido às alterações climáticas observadas, independentemente de sua causa, o que indica a sensibilidade dos sistemas naturais e humanos para a mudança climática.
Mudanças na frequência, intensidade e duração de eventos meteorológicos e climáticos extremos têm sido observadas desde 1950, incluindo extremos de calor e frio, eventos de seca e de excesso de chuva.

2. MUDANÇAS CLIMÁTICAS, RISCOS E IMPACTOS
 
A contínua emissão de gases de efeito estufa causará mais aquecimento e mudanças de longa duração em todos os componentes do sistema climático, aumentando a probabilidade de impactos severos, invasivos e irreversíveis para as pessoas e os ecossistemas. Limitação das alterações climáticas exigiria reduções substanciais e sustentadas nas emissões de gases de efeito estufa, que, juntamente com a adaptação, pode limitar os riscos das mudanças climáticas.
Em grande parte, emissões acumuladas de CO2 determinam aquecimento médio da superfície global no final do século 21 e além. E há projeções que indicam que as emissões de gases de efeito estufa podem variar em uma ampla faixa, dependendo tanto da política de desenvolvimento e do clima socioeconômico.
A temperatura da superfície deverá aumentar ao longo do século 21 em todos os cenários de emissões avaliadas. É muito provável que as ondas de calor ocorram com mais frequência e durem mais tempo, e que os eventos extremos de precipitação vão se tornar mais intensas e frequentes em muitas regiões. O mar vai continuar a aquecer e a acidificar e seu nível global a subir.
A mudança climática vai amplificar os riscos existentes e criar novos riscos para os sistemas naturais e humanos. Os riscos são distribuídos de forma desigual e são, geralmente, maiores para as pessoas desfavorecidas e as comunidades em países de todos os níveis de desenvolvimento.
Muitos aspectos das mudanças climáticas e impactos associados continuarão a agir por séculos, mesmo se as emissões antrópicas de gases de efeito cessarem por completo. Os riscos de mudanças abruptas ou irreversíveis aumentam à medida que se amplia o aquecimento.

3. CAMINHOS PARA ADAPTAÇÃO, MITIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
 
Adaptação e mitigação são estratégias complementares para reduzir e gerir os riscos da mudança climática. Reduções substanciais de emissões ao longo das próximas décadas podem reduzir os riscos climáticos no século 21, aumentar as perspectivas de adaptação eficaz e reduzir custos e desafios de mitigação em longo prazo.
A tomada de decisão eficaz para limitar as alterações climáticas e seus efeitos pode ser informada por uma ampla gama de abordagens analíticas para avaliar riscos e benefícios esperados, reconhecendo a importância da governança, as dimensões éticas, equidade, juízos de valor, avaliações econômicas e diversas percepções e respostas ao risco e à incerteza.
Sem os esforços de mitigação adicionais além daquelas em vigor hoje – e mesmo com a adaptação -, o aquecimento até o final do século 21 vai levar à multiplicação dos riscos de impactos graves, generalizados e irreversíveis em todo o mundo. A mitigação envolve cobenefícios e risco de possíveis efeitos colaterais adversos, mas estes riscos não se comparam aos impactos graves, generalizados e irreversíveis como riscos da mudança climática, aumentando os benefícios dos esforços de mitigação de curto prazo.

grafico5
A adaptação pode reduzir os riscos de impactos das mudanças climáticas, mas há limites para sua eficácia, especialmente em casos de maiores magnitudes da mudança climática. Por isso, quanto antes for implantada, aumentará as futuras opções de adaptação e preparação.
Ainda existem caminhos possíveis para limitar o aquecimento em níveis abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Para trilhá-los, é preciso reduzir substancialmente as emissões de GEE até meados do século e quase nulas até o final do século. A implementação de tais reduções nos coloca diante de desafios tecnológicos, econômicos, sociais e institucionais substanciais, que aumentam com atrasos na implementação das ações e do desenvolvimento das principais tecnologias ainda não disponíveis em escala comercial.

4. ADAPTAÇÃO E MITIGAÇÃO
 
Nenhuma ação de mitigação e adaptação é suficiente por si só. Sua implementação efetiva depende de políticas e de cooperação em todas as escalas, e pode ser reforçada através de respostas integradas que apontam adaptação e mitigação com outros objetivos sociais.
As opções de adaptação existem em todos os setores, mas seu contexto de aplicação e de potencial para reduzir os riscos relacionados com o clima é diferente em todos os segmentos e regiões. Algumas respostas de adaptação envolvem cobenefícios significativos, sinergias e trade-offs. Aumentar a mudança climática aumentará os desafios para muitas opções de adaptação.
A mitigação pode ser mais eficaz se for utilizada em uma abordagem integrada que combina medidas para reduzir o consumo de energia, aumentar a eficiência energética, descarbonizar o fornecimento de energia, reduzir emissões líquidas e aumentar sumidouros de carbono nos setores agropecuário e florestal.
Respostas de adaptação e mitigação eficazes dependerão de políticas e medidas em várias escalas: internacionais, regionais, nacionais e subnacionais. Políticas em todas as escalas de apoio ao desenvolvimento de tecnologia, difusão e transferência, bem como financiamento para respostas às mudanças climáticas, pode complementar e melhorar a eficácia das políticas que promovem diretamente a adaptação e a mitigação.
As mudanças climáticas são uma ameaça ao desenvolvimento sustentável. No entanto, há muitas oportunidades de vincular mitigação, adaptação e à busca de outros objetivos sociais através de respostas integradas".

Fica como sugestões de leitura os seguintes links:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/09/130924_ipcc_relatorio_dez_perguntas_vj_rw
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/03/ipcc-alerta-que-pobres-serao-os-mais-castigados-por-mudancas-climaticas.html
http://topicos.estadao.com.br/ipcc


sábado, 8 de novembro de 2014

As minhas publicações científicas

Em 2001, durante a graduação apresentei meu primeiro trabalho científico, intitulado: Petróleo em Tangará: análise histórico-científica. A pesquisa foi desenvolvida, juntamente com a minha colega Joice Melin Crispim Webber, na disciplina de História da Ciência no Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Oeste de Santa Catarina, campus de Videira/SC e apresentado em Blumenau/SC no VII Seminário Integrado de Iniciação Científica.
Foi uma experiência muito frustrante. Pois, estava despreparada e nervosa. No entanto, foi o estopim para que eu me interessasse mais pela pesquisa.

Em 2006, realizei uma pesquisa para minha Especialização em Biologia, pela Universidade Federal de Lavras, UFLA, Lavras/MG. Intitulada: Análise comparativa entre a produção de Araucaria angustifolia e de Pinus taeda em Tangará, SC. A pesquisa foi muito elogiada e os professores da minha banca sugeriram publicações e especialmente divulgação dos resultados.
No entanto, não sabia como começar e as atribulações do dia-a-dia me fizeram engavetar toda essa pesquisa.























Em 2008, ingressei no programa de Pós-graduação em Mestrado em Educação e ao longo do primeiro ano, escrevi vários artigos, como requisitos para a aprovação nos componentes curriculares obrigatórios. E em todas, recebi de meus professores o incentivo para publicar. Mas novamente, não tinha ideia de como fazer. 

Por isso, resolvi escrever esse post, na tentativa de expor minhas publicações e auxiliar aqueles que almejam fazer o mesmo.

Ainda 2008, a minha orientadora, a professora Nadir Castilho Delizoicov, me desafiou a escrever um relato de experiência e submeter ao 3º Encontro Regional de Biologia - EREBIO, na cidade de Ijuí/RS. O artigo Bactérias vilãs? relato de uma experiência. Relatava um trabalho de iniciação científica, realizado com alunos do ensino fundamental e apresentado em uma mostra do conhecimento no Colégio Superação. Como o trabalho, desenvolvido com quatro alunas da 6ª série, recebeu a primeira colocação, perante toda a escola, foi o tema escolhido para apresentar no evento.
Considero esse evento o mais importante, pois foi o que realmente me inseriu na comunidade científica da área de ensino de ciências.


Em 2009, apresentei no II Colóquio Internacional em Educação, o trabalho: Formação do professor das séries iniciais do ensino fundamental: a problematização do conhecimento e a experimentação didática. Neste trabalho, também de relato de experiência, apresentou algumas discussões que realizei com acadêmicos do curso de Pedagogia da Unoesc de Joaçaba/SC, ao tentar por em prática tudo o que estava lendo sobre o ensino de ciências e a experimentação didática.


Ainda em 2009, apresentei no VII ENPEC - Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, o trabalho: A experimentação didática no ensino fundamental: impasses e desafios. Na ocasião, tive o privilégio de apresentar os dados preliminares da minha dissertação para um grupo seleto de pesquisadores na área do ensino de ciências.
No entanto, como já estava grávida nesse evento, minha vida de pesquisadora teve que deixada em segundo plano.

Em 2012, finalmente conclui a minha pesquisa de mestrado, mas a vida de mãe e professora tomavam tanto o meu tempo, que escrever era algo fora da minha realidade.
 http://www.unoesc.edu.br/images/uploads/mestrado/vanessa_wegner_agostini.pdf

Até que em 2014, fui instigada pela professora Maria Teresa Ceron Trevisol, minha segunda orientadora a escrever um artigo para o Sintec - Seminário Internacional de Educação em Ciências.
Na empolgação por escrever, acabei em 2014 produzindo muito. Segue as minhas publicações:
- I Jornada Integrada em Biologia. Com os trabalhos: As teorias de aprendizagem e o ensino de ciências e O Curso de Ciências Biológicas pelo Parfor. Com auxílio dos acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, da Unoesc, Videira/SC.



- IV Colóquio Internacional de Educação: Educação, Diversidade e Ação Pedagógica. Com o trabalho: A experimentação didática no ensino de ciências: uma proposta construtivista para a utilização do laboratório didático. Na Unoesc, Joaçaba/SC.
- III Sintec - Seminário Internacional de Educação em Ciências.Com o artigo: O Laboratório Didático no Processo de Ensino e de Aprendizagem: analisando concepções dos professores.  Na FURG em Rio Grande/RS.


Mas, o mais gratificante é perceber que minhas ideias e meus artigos já estão sendo lidos, discutidos e citados por estudantes e pesquisadores de todo o Brasil.
Uma breve busca no google localizou os seguintes artigos, que citam as minhas pesquisas:
http://www.ufpi.br/subsiteFiles/pibidfisica/arquivos/files/Artigos-Alunos_1_GT-Abril_14.pdf
http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/ixenpec/atas/resumos/R0839-1.pdf
revistas.cefet-rj.br/index.php/revistaecultura/article/view/35

Portanto, para quem gosta de escrever, assim como eu, as minhas dicas são:
- Muita leitura. Ninguém consegue produzir nada se não estiver bem embasado teoricamente.
- Construir redes. Como a professora Galiazzi, comentou na sua conferência no III Sintec, sozinhos não conseguimos fazer muita coisa, mas com a ajuda e apoio de outras pessoas construimos contatos e nos fortalecemos como pesquisadores.
- Estar atento aos editais. Editais de eventos e de revistas da área, para adequar seus trabalhos as exigências da mesma.
- Disposição e dinheiro. Para bancar inscrições, viagens, hotéis e alimentação, nos eventos.
- Tempo. Para colocar no papel o resultado de uma atividade realizada ou de uma pesquisa.

Espero que tenham gostado...


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A importância dos micro-organismos

Os micro-organismos, são seres microscópicos representados por fungos, bactérias, vírus, algas e protozoários. Geralmente, esses seres são associados à doenças que causam em humanos, animais e plantas.


Esses seres estão em toda a parte: solo, água, pedras, deteriorando alimentos, no interior e na superfície de seres vivos, entre outros locais.
No entanto, o que vamos nos deter neste post é sobre a utilização desses seres vivos ao longo das últimas décadas.
A fonte dessas informações é: LOPES, Adriana A.; GUIMARÃES, Denise; PUPO, Mônica. Quando os micro-organismos salvam vidas: seres diminutos a serviço da produção de medicamentos. Ciência Hoje. Nº 286, v. 48, out 2011, pág 30-35.

1. Do laboratório à indústria: Ao longo do tempo, o homem conseguiu cultivar micro-organismos em laboratório, bem como isolar e identificar quimicamente os produtos naturais microbianos, aplicando-os na medicina como medicamentos. Os processos fermentativos envolvidos no desenvolvimento microbiano também passaram a ser explorados para o benefício humano em diversas áreas.
Os micro-organismos são amplamente usados em indústria para a produção de produtos químicos, como butanol, etanol e ácido cítrico, suplementos alimentares (aminoácidos) e enzimas.
São também usados na produção de pães, cerveja, vinho, queijos, iogurtes.
São importantes agentes de biorremediação, ou seja, usados para remover ou reduzir a poluição ambiental.
São utilizados em processos de biocatálise, convertendo substâncias químicas em outras, com maior rapidez e menor custo que processos totalmente químicos.
A fermentação de micro-organismos é também aplicada pela indústria farmacêutica para obtenção de medicamentos que não são facilmente produzidos por síntese química. Contribuindo significativamente para a saúde da humanidade.

2. Combate às doenças: As descobertas de cientistas como o químicos e microbiologista francês Louis Pasteur (1822-1895), o cirurgião inglês Joseph Lister (1827-1912) e o médico alemão Robert Koch (1843-1910) permitiram identificar micro-organismos como agentes causadores de infecções, as quais geralmente causavam a morte dos pacientes devido à ausência de tratamento efetivo.
Os cientistas alemães Paul Erlinch (1854-1915) e Gerhard Domagk (1895-1964) foram pioneiros em mostrar que corantes artificiais matavam micro-organismos e controlavam infecções.
Lister e o médico francês Ernest Duchesne (1874-1912), independentemente, relataram o uso de fungos Penicillum em bandagens para tratar pacientes infectados no final do século 19. Porém, textos da medicina chinesa, com mais de 3 mil anos, relatam o uso de soja "embolorada" para tratar infecções de pele.
Mas foi a descoberta da penicilina, produzida pelo fungo Penicillium notatum, pelo médico escocês Alexander Fleming (1881-1955), em Londres (1928), que se tornou marco o uso medicinal de produtos naturais microbianos e revolucionou a medicina e o tratamento das infecções bacterianas.
O bioquímico e microbiologista ucraniano radicado nos Estados Unidos, Selman A. Walsman (1888-1973), intrigado pelo fato de o bacilo causados da tuberculose não sobreviver no solo, trabalhou com a hipótese de que um antibiótico deveria ser produzido naquele local por um micro-organismo competidor. A partir dessa ideia, Walksman descobriu, em 1943, o antibiótico estreptomicina, ativo não apenas contra a tuberculose, mas também contra bactérias do tipo gram negativo, que não são eliminadas pela penicilina.
Após a descoberta da penicilina e da estreptomicina, houve intensa busca pelos cientistas por diferentes fungos e bactérias do ambiente capazes de produzir antibióticos. As principais classes de antibióticos foram descobertas entre as décadas de 1930 e 1960.

3. O problema da resistência: O uso de antibióticos mudou significativamente a qualidade de vida da população. Antes da introdução desses medicamentos, as infecções por bactérias em feridas, cortes, pós-parto, desordens cardíacas, etc. levavam comumente o paciente à morte. Porém, um problema do tratamento com antibióticos é o desenvolvimento de resistência por parte das bactérias aos antibióticos usados - Fleming já havia observado em laboratório baixas concentrações de antibiótico não matavam bactérias; ao contrário, bactérias resistentes à penicilina sobreviviam e se multiplicavam.
Até hoje o problema da resistência persiste. Para suplantá-lo, químicos medicinais têm alterado as estruturas desses produtos naturais em laboratório e tentado descobrir novos natibióticos.
 A vancomicina, um desses exemplos, é conhecida como a última opção para o tratamento de infecções resistentes. É um antibiótico isolado, em 1956, do micro-organismo do solo Nocardia orientalis.
O último antibiótico lançado no mercado - isso ocorreu em 2003 -, o lipodepsipetídeo daptomicina, foi desenvolvido a partir de um produto natural produzido pela actinobactéria Strepmyces roseosporum.

4. Sem rejeição: A maioria dos antibióticos usados clinicamente é de origem microbiana. Em geral, essas moléculas têm estruturas químicas complexas, o que dificulta sua obtenção em laboratório por meio de métodos sintéticos. Assim, a produção desses medicamentos na indústria farmacêutica geralmente é feita em culturas fermentativas de micro-organismos, por vezes associados a métodos laboratoriais semissintéticos. Nesse último caso, a estrutura química mais complexa é obtida das culturas fermentativas, e modificações estruturais mais simples são realizadas posteriormente em laboratório.
A pesquisa de substâncias produzidas por micro-organismos se estendeu a outras aplicações terapêuticas. Os transplantes de órgãos, realizados com relativa facilidade atualmente, permitem, aos pacientes, novas expectativas de vida.
Além dos avanços nos procedimentos médicos,  sucesso dos transplantes se deve em grande parte ao uso de fármacos imunossupressores, que garantem que não ocorra rejeição ao novo órgão pelo organismo receptor. Diversos agentes usados como imunossupressores são produzidos por micro-organismos de solo.
Os principais imunossupressores no mercado farmacêutico são ciclosporina, isolada do fungo Tolypocladium inflatum, em 1971; rapamicina, isolada da actinobactéria Streptomyces hygroscopicus, em 1975; e FK506 (tacrolimo), isolada de Streptomyces tsukubaensis, em 1987. O ácido micofenólico, produzido por várias espécies de fungos, é também imunossupressor.

5. Câncer e colesterol: O uso de substâncias produzidas por micro-organismos também tem contribuído para o sucesso da quimioterapia de diversos tipos de cânceres. As antraciclinas (por exemplo, a doxorrubicina) e a mitomicina inibem, de formas diferenciadas, o ciclo das células cancerígenas e têm sido usadas há décadas.
A bactérias Micromonospora echinospora foi isolada de uma rocha calcária na década de 1980. Essa bactéria produz uma estrutura química incomum (a calicheamicina gama1) capaz de matar células cancerígenas por meio de um mecanismo único de ligação ao DNA. Para a quimioterapia, esse produto natural é ligado quimicamente a uma proteína (anticorpo) que dirige o fármaco especificamente para células leucêmicas.
O controlo dos altos níveis de colesterol sanguíneo - problema que atinge grande parte da população mundial - teve significativo avanço com a descoberta de um produto natural fúngico, a mevastatina (estatina). Essa substância tem ação inibitória de uma enzima (HMG-CoA-redutase) que "acelera" a etapa inicial de produção do colesterol pelo organismo.
A descoberta da mevastatina e de seu mecanismo de ação possibilitaram o desenvolvimento de estatinas sintéticas. Há anos, esse medicamento é o mais vendido no mundo.

6. Naturais artificias: A indústria farmacêutica mundial, apesar de tantos avanços tecnológicos e científicos, tem sofrido, nas últimas décadas, com a queda  na descoberta e no desenvolvimento de novos fármacos (especialmente antibióticos). Nesse contexto, a engenharia genética desponta como alternativa atraente para a produção de "produtos naturais não naturais" candidatos a fármacos. Produtos "não naturais", porque não são encontrados na natureza; "naturais", porque são feitos por micro-organismos (e não em laboratórios químicos).
Os avanços nas áreas de biologia molecular e genômica têm, portanto, possibilitado alternativas para a produção de medicamentos na indústria farmacêutica. Na década de 1980, foi obtido o primeiro organismo geneticamente modificado. A clonagem de genes humanos na bactéria Escherichia coli possibilitou a obtenção de insulina mais barata quando comparada com métodos tradicionais anteriores ao advento da biotecnologia (como o isolamento da insulina do pâncreas de suínos e bovinos).
Outro importante exemplo é o fungo produtor de penicilina, Penicillum chrysogenum, que, após modificações genéticas, teve a produção de penicilina aumentada cerca de 25 mil vezes em relação à linhagem original.

7. Altos rendimentos: Na última década, as pesquisas na área de engenharia genética têm tentado viabilizar a produção de outros medicamentos por micro-organismos geneticamente modificados, que, desse modo, passar a fabricar compostos diferentes daqueles produzidos naturalmente por eles.
Há diversos medicamentos no mercado que são extraídos de plantas. Em alguns casos, o produto natural vegetal ainda sofre modificações químicas antes de ser comercializado. Porém, a obtenção de insumos farmacêuticos naturais esbarra nos frequentes baixos rendimentos de produção dessas substâncias pelas fontes originais.
A genômica permite conhecimento detalhado de todas as reações químicas envolvidas na biossíntese de produtos naturais em uma planta ou micro-organismo. Os pesquisadores já são capazes de transferir os genes envolvidos na produção de fármacos vegetais para micro-organismos que crescem mais facilmente em laboratório.
Já foram obtidos micro-organismos geneticamente modificados para a produção de precursores importantes da artemisina (antimalárico), taxol e podofilotoxina (anticancerígenos).
O desafio é aperfeiçoar a produção para obtenção de altos rendimentos dos compostos de interesse, para que os processos possam ser aplicados na indústria.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ebola... uma endemia que pode se transformar em pandemia.

Desde março estou acompanhando algumas tímidas notícias sobre as mortes causadas pelo Ebola, preocupada, principalmente com o fato de que até junho, somente a organização dos Médicos Sem Fronteiras estavam mobilizando esforços para controlar essa endemia. No entanto, ao ler hoje que o Brasil se viu "pressionado" a ajudar a conter essa doença fico ainda mais estarrecida.

Mas o que é endemia, epidemia e pandemia?
Endemia refere-se ao fato da doença estar situada em uma determinada região do planeta. Como o Ebola que iniciou em Guiné, em dezembro de 2013.
Epidemia ocorre quando uma doença infecciosa e transmissível se espalha rapidamente entre as pessoas e demais regiões, caracterizando um surto epidêmico.
Pandemia caracteriza uma epidemia que se alastra de forma desequilibrada por todos os continentes. E que está começando a ser registrado agora pelos noticiários de Americanos e Europeus contaminados.


Mas o que é o Ebola?

- é uma doença causada por um vírus do gênero Filovirus.



- o reservatório natural desse vírus é em morcegos frutívoros, que são apreciados na culinária africana.


- há cinco espécies de vírus: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem.
- quatro dessa cinco cepas causaram a doença em humanos.
- mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morta foi relatada.
- o vírus Zaire é o mais mortal.

-o  1º CASO foi registrado em 1976 no Congo, próximo ao Rio Ebola – 318 casos, 280 morto.
- a doença é denominada febre hemorrágica ebola (FHE).
- e possui uma Alta mortalidade - 90%
- a transmissão ocorre por contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.
- o periódo de incubação do vírus, também denominado Janela imunológica é de 2 a 21 dias.
- os sintomas iniciais são febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta.
- seguidos por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.


- agora em outubro de 2014 já são mais de 2014 pessoas mortas só na África.


sábado, 4 de outubro de 2014

A relação dos seres humanos com os vírus

       Doenças como Aids, Ebola, H1N1, Varíola, entre tantas outras nos remete ao medo que o ser humano tem da extinção da nossa espécie ser por infecções virais.



        Existem três hipóteses que tentam explicar a origem dos vírus:
  • A hipótese de progressivo ou fuga, afirma que o vírus surgiram de elementos genéticos que ganharam a habilidade de mover-se entre as células;
  • A hipótese de regressiva, ou redução, afirma que os vírus são restos de organismos celulares;
  • A hipótese de vírus-primeiro afirma que vírus desenvolvido com os seus anfitriões celulares atuais.
      
 A história dos vírus



As primeiras referências a infecções virais incluem menção Homero "cães raivosos". Raiva é causada por um vírus que afetam os cães. Isto foi conhecido também na Mesopotâmia.
Pólio também é causada por um vírus. Isso leva à paralisia dos membros inferiores. Poliomielite também pode ser testemunhada nos desenhos do antigo Egito.
Além disso, a varíola, causada por um vírus que agora está erradicado do mundo também tem um papel significativo na história de S. e América Central.
O estudo de vírus é chamado de virologia. Experimentos em virologia começaram com os experimentos de Jenner, em 1798. Jenner não sabia a causa, mas achava que indivíduos expostos a varíola das vacas não sofriam de varíola.

Ele começou a primeira forma conhecida de vacinação com infecção de varíola das vacas que impedia a infecção de varíola em indivíduos. Ele ainda não tinha encontrado o organismo causador ou a causa da imunidade ainda para varíola das vacas ou varíola.
Em 1881-1885, Louis Pasteur usando primeiramente animais como modelo para crescer e estudar o vírus, descobriu que o vírus da raiva pode ser cultivado em cérebro de coelho e desse modo descobriu a vacina anti-rábica. No entanto, Pasteur não tentava identificar o agente infeccioso.

Entre 1886-1903 os vírus foram realmente encontrados. Ivanowski observando bactérias como substância e em 1898, Beijerink demonstrou filtrável característica do vírus e descobriu que o vírus é um parasita obrigatório. Isso significa que o vírus é incapaz de viver fora de uma célula.
Em 1884, a microbiologista francês Charles Chamberland inventou um filtro com poros menores que bactérias. Chamberland usou filtros de porcelana ou  de terra diatomácea (argila), sendo que a terra de diatomáceas havia sido inventado para purificação de água. Estes filtros manteve a bactéria e tinha um tamanho de poro de 0.1-0.5 mícrons. Vírus foram filtrados através destes e chamados "filtráveis" organismos.

Loeffler e Frosch (1898) relataram que o agente infeccioso da febre aftosa era um agente filtrável.
Em 1900, foi descoberta a primeira doença humana causado por um agente filtrável, era febre amarela, descoberta por Walter Reed. Ele encontrou o vírus da febre amarela presente no sangue de pacientes durante a fase de febre. Ele também descobriu que o vírus se espalhava através de mosquitos.
Na década de 1930, Elford desenvolveu membranas de colódio que poderiam prender os vírus e descobriu que os vírus tinham um tamanho de nano de 1 metro.
Em 1908, Ellerman e Bang demonstraram que certos tipos de tumores (leucemia da galinha) foram causados por vírus.
Em 1911, Peyton Rous descobriu que os agentes não-celulares como vírus poderiam espalhar tumores sólidos. Isso foi denominado vírus do Sarcoma de Rous (RSV).
A descoberta mais importante foi a era do bacteriófago.
Em 1915,  Twort estava trabalhando com o vírus vaccinia e descobriu que os vírus cresceram em culturas de bactérias. Ele então o chamou de bacteriófago. Twort abandonou este trabalho depois da I Guerra Mundial.
Em 1917, D'Herelle, um canadense, também encontrou semelhantes bacteriófagos.
Em 1931, os engenheiros alemães Ernst Ruska e Max Knoll, inventaram a microscopia eletrônica, que permitiu as primeiras imagens do vírus.
Em 1935, bioquímico e virologista Wendell Stanley examinou o vírus do mosaico do tabaco e descobriu que os vírus são feitos principalmente de proteínas. Pouco tempo depois, este vírus foi separado em peças de RNA e proteína. Vírus do mosaico do tabaco foi o primeiro a ser cristalizado e cuja estrutura, portanto, poderia ser elucidada em detalhes.
Entre 1938 e 1970, a virologia alcançou um grande salto devido a Biologia Molecular.
Delbrück considerado o pai da moderna biologia molecular, desenvolveu os conceitos de Virologia na ciência.
Em 1952, Hershey e Chase mostraram que era a porção de ácido nucleico que era responsável para a infectividade e carregava o material genético.
Em 1954, Watson e Crick encontraram a estrutura exata do DNA.

Lwoff, em 1949, encontrou que o vírus poderia se comportar como um gene bacteriano no cromossomo e também encontrado o modelo do operon para a repressão e a indução do gene. E em 1957 definiu os vírus como entidades potencialmente patogênicas, com uma infecciosa fase e por ter apenas um tipo de ácido nucleico, multiplicador com seu material genético e incapaz de sofrer fissão binária.
Em 1931, o patologista americana Ernest William Goodpasture inoculou vírus de gripe e diversos outros em ovos fertilizados galinhas.
Em 1949, John F. Enders, Thomas Weller e Frederick Robbins inocularam vírus da pólio em células cultivadas de embriões humanos. Esse foi o primeiro vírus a ser cultivado sem o uso de tecido animal sólido ou ovos. Isto permitiu a Jonas Salk fazer uma vacina contra a poliomielite eficaz.

Era da investigação de pólio foi próxima e muito importante, em 1953, introduziu-se a vacina Salk e por 1955 poliovírus tinham sido cristalizada. Mais tarde Sabin introduziu a vacina contra a poliomielite atenuada.


Na década de 1980 clonagem de genes virais desenvolvidos, sequenciamento de genomas virais foi bem sucedido e produção de hibridomas era uma realidade. O vírus HIV de AIDS veio em seguida, na década de 1980. Outras utilizações dos vírus na terapia genética desenvolveram durante as próximas duas décadas.


Características virais

1. Organismos que se multiplicam:
- dentro de células vivas;
- usam toda a maquinaria da célula;
- induzem a produção de ácidos nucleicos e proteínas virais;
- seu único objetivo é perpetuar-se na natureza.

2. Partícula completa capaz de causar infecção - vírion.
- Já vírus é denominado quando este já está parasitando a célula.

3. Apresentam capsídeo e ácido nucléico:
- o capsídeo é uma cápsula de protéica;
- a função do capsídio é definir o formato do vírus e garantir sua proteção;
- o ácido nucleico somente pode ser DNA ou RNA;
- o DNA pode ser de fita dupla ou simples, assim como o RNA, que pode apresentar fita dupla ou simples;
- o ácido nucleico contém as informações necessárias para a produção de proteínas do capsídio;
- alguns vírus apresentam envelope - membrana fosfolipídica, retirada do hospedeiro na hora de sua eliminação, que os protege no sistema imunológico;
-  apresentam especificidade e plasticidade;



4. Na reprodução podem apresentar:
- o ciclo lítico (que leva a morte da célula);
- e o ciclo lisogênico (onde o DNA viral penetra no DNA da célula hospedeira);
- o vírus HIV possui uma enzima chamada transcriptase reversa, capaz de transformar o seu RNA em DNA, para que esse possa entrar no ciclo lisogênico.



Principais Doenças Virais

DICA: HEHE, VAI ENSACAR PÓ DE CAFÉ NA RUA
Doenças relacionadas: hepatite, herpes, varíola, aids, encefalite, sarampo, caxumba, raiva, poliomielite, dengue, catapora, febre amarela e rubéola.
Mas não podemos esquecer ainda da gripe e do ebola.


Para aprofundar mais sobre essas doenças, indico os seguintes sites:
http://nedo.gumed.edu.pl/wszpziu/skrypty/Atlas%20Dermatol/P_Derma/005P.pdf
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus1.php
http://www.biologiatotal.com.br/video-aula/doencas+virais-50