terça-feira, 18 de março de 2014

Por que estudar tanto?



      Sempre gostei muito de estudar e principalmente de descobrir coisas novas. Me encanta ainda dizer: "nossa como eu nunca pensei nisso antes?" ou então "como eu vivi até agora sem saber disso? me instiga a sempre buscar coisas novas.
      Ouvir dos meus alunos, que não gostam de estudar ou que não precisam aprender aquilo, pois não sabem como aplicá-lo na sua vida, me deixa bastante preocupada.


       Vemos todos os dias alunos com muito potencial de aprendizagem simplesmente não usando esse potencial por acreditarem que estudando só para passar de ano já é o suficiente. Pois agora eu lhes trago algumas pesquisas que garantem que isso não é verdade.


     Em reportagem ao Jornal Folha de São Paulo, disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/03/1426999-aluno-com-nota-melhor-consegue-salario-mais-alto-mostra-estudo.shtml, apresenta o resultado de uma pesquisa divulgada hoje, 18.03.2014, realizada pela Fundação Itaú Social que "alunos com nota 10% maior em português no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) têm remuneração 5% superior no início de carreira. Para pontuações 10% mais altas em matemática o incremento é de 4,6%".

      Em outra parte da reportagem é destacado que "há cerca de duas décadas, estudos internacionais indicam o forte impacto da qualidade do ensino escolar sobre os salários futuros. O ganho de renda reflete a maior produtividade do aluno que aprendeu mais".


     Para quem está cursando o Ensino Médio e acha que a única preocupação que possui é decidir sobre que graduação irá cursar, ressalto a necessidade de se preocupar também em fazer uma boa pontuação no ENEM.
    Uma vez que, em dezembro de 2013 a Justiça assegurou a obrigatoriedade dos 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como pré-requisito de seleção para o Ciência sem Fronteiras. Além disso, o Enem também passou a ser utilizado pelas instituições estrangeiras como parâmetro de qualidade  para a aceitação e alocação dos estudantes brasileiros em seus cursos.
     Para quem se interessar em realizar uma graduação ou futuramente uma pós-graduação no exterior, sugiro a leitura do site: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/o-programa.

         
 Portanto, se você pensa em estudar no exterior com bolsa do governo, ou garantir salários iniciais mais altos se dedique mais e melhor a sua formação intelectual. 


   Agora olhe só, a importância de cada disciplina escolar que você se diz "obrigado" a aprender.









Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/atividades-curriculares-752211.shtml

E aí, você ainda acha que não vale a pena estudar um pouco mais agora, em que sua única preocupação é essa???


quinta-feira, 13 de março de 2014

O vício à eletrônicos.

     Como mãe sempre achei interessante que minha filha assistisse a desenhos e programas de televisão educativos "previamente selecionados". Com 3 anos ela já tem um computador infantil (mas não gosta muito), um tablet (que também raramente usa), um notebook (que era o meu antigo, com jogos instalados próprios a sua faixa etária - Série Educativa Coelho Sabido - maravilhoso), mas o que ela gosta mesmo é dos jogos que baixei no meu smartphone.
   No entanto, essa semana me deparei com duas reportagens que me deixaram extremamente preocupada. 
    A primeira refere-se a uma menina de 4 anos de Londres que está internada em uma clínica de reabilitação (com custo de 50 mil reais) para passar por um processo de desintoxicação. 
(http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/menina-4-anos-est%C3%A1-em-tratamento-contra-v%C3%ADcio-231027781.html).
      O outro texto que destaco, encontra-se no blogger http://antesqueelescrescam.com/2014/03/11/10-razoes-para-se-proibir-tecnologia-para-criancas/, onde a autora traduziu uma pesquisa realizada com crianças e adolescentes, nos Estados Unidos e Canadá, sobre o uso de tecnologias e os pesquisadores chegaram as seguintes conclusões:

Entre as 10 razões para proibir o uso de tecnologias estão:

1 . Crescimento rápido do cérebro
O excesso de estímulos provocados pelo uso excessivo de tecnologias, causa déficit de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de autorregular, dessa forma as birras ficam mais constantes.

2 . Atraso no desenvolvimento
 O fato do uso das tecnologias restringir os movimentos, contribui para um atraso no desenvolvimento motor, que acarretará em dificuldades na alfabetização.

3 . Epidemia de obesidade
As crianças que possuem dispositivos eletrônicos em seus quartos têm 30% mais chances de serem obesas, e por isso, desenvolverem diabetes e problemas cardiovasculares, que serão o motivo dessa geração ser a primeira onde muitos não irão viver mais do que seus pais.
    
4 . Privação do sono
Crianças e adolescentes que utilizam tecnologias no quarto, sem supervisão dos pais e sem restrição de horários, estão dormindo cada vez mais tarde o que afeta negativamente as notas escolares.           

5 . Doença Mental           
O uso excessivo de tecnologia está relacionado como a principal causa das taxas crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno de apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático.

6 . Agressão
Filmes, novelas, séries, jogos com conteúdo violento contribuem significativamente com a agressividade infantil, influenciando negativamente na formação neurológica das crianças.

7 . Demência digital
O excesso de informação, bem como o conteúdo de mídia de alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção, bem como a diminuição da concentração e da memória, devido ao cérebro eliminar trilhas neuronais no córtex frontal.

8 . Vícios
Pais que usam em demasia recursos tecnológicos, dão menos atenção aos filhos, que por ausência de apego dos pais, acabam se conectando a dispositivos e ficando dependentes destes. Uma pesquisa afirma que uma em cada 11 crianças com idades entre 8 e 18 anos já são classificadas como viciadas.       


9 . Emissão de radiação
Os telefones celulares são classificados pela OMS como risco categoria 2B (possível cancerígeno). Deste modo, as crianças são mais sensíveis do que os adultos, pois seu cérebro e sistema imunológico ainda estão em desenvolvimento.

10 . Insustentável
A produção de tecnologia utiliza recursos naturais em demasia e resulta em lixo tecnológico após a sua vida útil. Além disso, a maneira como as crianças estão sendo criadas e educadas com a tecnologia já caracteriza-se como não sustentável. E não podemos gerir um sistema de consumo em um mundo finito de recursos naturais.  
         


Fica o desafio agora de tirar nossos filhos da frente da televisão e do computador e proporcioná-los mais momentos de aprendizagem e descontração ao ar livre.

segunda-feira, 10 de março de 2014

MÚSICA DO DIA

Sistema Nervoso



Versão biológica: Prof. Marcelo
Ritmo: sinos de Belém

       O encéfalo é formado
      Lembre sempre bem
      Pelo cérebro, cerebelo
      Ponte e bulbo também

      O encéfalo, junto com
      Medula espinhal
      Formam o sistema
      Nervoso central

     O sistema autônomo
     Tem duas divisões
     Uma é o simpático
     Que acelera os corações

     O parassimpático
     Prá contrabalançar
     Faz o coração
     Bater mais devagar 


PARA MEMORIZAR: mapa conceitual com os principais órgãos que formam o Sistema Nervoso, feito por mim.

Evolução dos hominídeos

Achei essa reportagem muito interessante, tanto para os alunos da 8ª série do Superação, que estão estudando sobre a evolução dos seres humanos, quanto para a galerinha do cursinho, por ser uma bioatualidade.

Biólogo diz que "Homo sapiens" passa por uma evolução inédita

10/03/2014

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2014/03/10/biologo-diz-que-homo-sapiens-passa-por-uma-evolucao-inedita.htm#fotoNav=7

        Mais alto, mais gordo, sexualmente precoce, mas cada vez menos fértil: o Homo sapiens não está passando por uma mutação, mas nossa espécie vem sofrendo uma evolução inédita em 200.000 anos de existência, segundo o biólogo francês Jean-François Bouvet.
      "Pela primeira vez em sua história, a modificação de seu meio ambiente pelo Homem é o principal fator de sua evolução, superando a seleção natural. Não é uma evolução no sentido de Darwin, mas uma retroevolução", resume Bouvet em entrevista à AFP.
         Em seu último livro, "Mutants, à quoi ressemblerons-nous demain?" ("Mutantes, como seremos amanhã?"), ele explora a "multiplicidade das mudanças e transformações, por vezes radicais, que afetam os seres humanos em diversos âmbitos" há décadas.
        Segundo aponta, a estatura média dos franceses, por exemplo, aumentou em quase 5 centímetros em trinta anos, enquanto a proporção de obesos quase dobrou nos últimos 15 anos, atingindo 15% da população.
        Uma tendência que se observa em qualquer região do mundo, assim como a chegada precoce da puberdade, "sobretudo entre as meninas, mas não unicamente nelas", indica o biólogo.
       Um estudo realizado nos Estados Unidos mostra que uma menina branca em cada dez e uma menina negra em cada quatro atingem a puberdade aos sete anos.
       Paradoxalmente, esta precocidade sexual vem acompanhada de uma "fertilidade em queda livre", de acordo com Bouvet.
       Em escala planetária, a concentração de espermatozoides no sêmen reduziu em 40% nos últimos 50 anos.
      O homem também apresenta cada vez menos traços "masculinos", a julgar pela redução do nível de testosterona e a suavização de outras características biológicas associadas à masculinidade.
 
Big Bang químico 
Mas quais seriam as causas dessas transformações tão rápidas?
      O biólogo menciona, além dos fatores genéticos, o "big bang químico" criado pelo Homem, que está transformando o Homo sapiens em um "Homo perturbatus".
      Bouvet cita uma lista de produtos químicos de reputação sinistra: o bisfenol A, ftalatos, DDT, atrazina e outros pesticidas, sem falar nos antibióticos, suspeitos de serem um fator de obesidade.
     Estas substâncias poluentes, muitas delas afetam o sistema hormonal, podem ter uma vida extremamente longa: seis ciclos para que a quantidade do inseticida clordecona reduza pela metade, e no caso dos piralenos (PCB) de 94 dias a 2.700 anos.
        Todas essas substâncias têm "efeitos comprovados na descendência ao longo de muitas gerações, e que criam um fenômeno a longo prazo", cujas consequências ainda não há certezas.
   Por sorte, a medicina moderna já encontrou solução para alguns dos males: fabricar espermatozoides em laboratório a partir de células-tronco já foi realizado em ratos de laboratório, e no futuro estuda-se o útero artificial, "nos próximos cinquenta anos", prevê o autor.
     Os avanços da medicina oferecem ao ser Humano a possibilidade de viver mais anos, mas "a esperança de ter uma vida saudável está estagnada", adverte o cientista.
     E ainda não há certeza de que a medicina preventiva, que utiliza marcadores genéticos para despistar os riscos de desenvolvimento de algumas doenças, é suficiente para reverter esta tendência.
      "Somos a única espécie que sabe que irá morrer. Talvez agora percebamos que saber isso não é, necessariamente, melhor", afirma Jean-François Bouvet.

E você como acha que será nossa aparência futura?

 http://juliapetit.com.br/quatroolho/no-futuro-3/


ttp://metamorfosemuscular.blogspot.com.br/2011/09/evolucao-pela-alimentacao.html

 

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/jornal-britanico-lista-evolucoes-que-corpo-humano-pode-sofrer-mais-alto-menos-dentes-testiculos-menores-6308716.html


      Se já fomos muito diferentes, segundo a Teoria da Evolução das Espécies, tudo indica que temos muito o que mudar devido às mudanças no padrão de vida do homem moderno, mais urbano e sedentário. O jornal britânico The Sun ouviu especialistas para tentar simular as mudanças que o corpo humano ainda pode sofrer no processo evolutivo dos próximos mil anos. Confira as conclusões:
- O homem de 3012 será mais alto, com média de altura a 1,80m a 2,10m, por conta das melhorias na nutrição e nos tratamentos médicos.
- Com o intestino mais curto, vamos absorver menos gordura e açúcar, uma consequência natural de nossa alimentação rica dessas substâncias e que pode ajudar no combate à obesidade.
- A fertilidade masculina continuará em queda e os homens terão testículos menores.
- Braços e dedos devem ficar mais longos para reduzir o esforço. Ao mesmo tempo, nervos das mãos e dos dedos ficarão mais extensos por causa do grande uso de aplicativos como teclados e touchscreen, que exigem maior coordenação entre os olhos e os dedos.
- O uso dos computadores pode reduzir o cérebro, já que a memória e diversas atividades que requerem raciocínio são executadas por eles. Chris Stringer, do Museu de História Natural britânico faz a previsão que contraria ficções científicas que previam grandes cérebros.
- Cary Cooper, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, acredita que os olhos serão maiores, e as bocas, menores, o que fará a comunicação se focar em expressões faciais.
- Os dentes devem diminuir por causa da grande oferta de comida macia.
- Ter papo pode ficar mais frequente, por causa do acúmulo de gordura em várias gerações. “Nosso corpo foi projetado para comer menos e gastar mais energia do que o estilo de vida moderno requer”, disse o consultor e cirurgião plástico Rajiv Grover.
- Por conta das maneiras artificiais de controlar a temperatura e se aquecer, o homem deve ter o nariz mais padronizado e menos pelos no corpo. O uso intenso de aparelhos eletrônicos, no entanto, pode gerar mais rugas.