sexta-feira, 27 de março de 2015

Layout novo - outono no ar

Como no dia 20 de março tivemos o equinócio de outono, resolvi redecorar o blog com um novo fundo.
Aproveitando o post, vamos falar das estações do ano?

Diferentemente do que muitos professores ensinam, as estações do ano não são determinadas pela distância que a Terra está do Sol.




A diferença entre verão, outono, inverno e primavera se deve a dois fenômenos: a translação e a inclinação da Terra.

A translação corresponde ao movimento que a Terra faz em torno do Sol e demora 365 dias, 6 horas.

E a inclinação de 23,5 graus determina que em alguns meses do ano o Hemisfério Norte receba mais iluminação solar, e o Sul não, o que caracteriza o verão e o inverno, respectivamente, e que depois de seis meses ocorra o contrário.

segunda-feira, 23 de março de 2015

A fotossíntese: o processo mais complexo da natureza.

Para você que sempre aprendeu que a fotossíntese:
1.  é a transformação de energia solar em energia química.
2. processo pelo qual a planta produz seu alimento.
3. fenômeno que resulta na produção de oxigênio para a atmosfera.
4. que é a transformação de gás carbônico e água em glicose, liberando gás oxigênio para a atmosfera.

Saiba que este é o mais processo natural mais complexo existente hoje no planeta.
Para compreender como a planta capta a energia do Sol, a água do solo e o gás carbônico do ar e transforma em alimento, bem como as reações químicas envolvidas nesse processo, recomendo esse vídeo.






domingo, 22 de março de 2015

Dia Mundial da Água

O dia 22 de abril foi a data escolhida pela ONU para celebrar o Dia Mundial da Água... Ao longo do último ano tivemos várias postagens sobre o tema, especialmente voltados a como as pessoas podem contribuir na economia de água potável do planeta e dessa forma evitar a sua escassez.

No entanto, economizar a água na hora do banho, de escovar os dentes, ao lavar roupa, o carro, a calçada, apesar de essencial, não me parece a única solução para remediar a crise que estamos vivenciando.

A quantidade de água no planeta continua a mesma, mas a quantidade de pessoas usando e poluindo essa água aumentou consideravelmente nos últimos 2000 anos. E é fato de que todas essas pessoas precisem comer para poder sobreviver, e é ai que reside o grande problema do consumo da água.

70% de toda a água potável do planeta é utilizada na irrigação para a produção agrícola, uma vez que, a água é o principal fator limitante para o metabolismo vegetal, especialmente a fotossíntese.


Portanto, nesse dia da água, é preciso repensar a nossa relação com a alimentação, pois o excesso de alimentos produzidos e desperdiçados contribui muito mais para a falta da água, do que os demais fatores domésticos associados. #ficaadica.

sexta-feira, 13 de março de 2015

As provas estão chegando... como turbinar o cérebro?

Sou apaixonada pela neurociência, e principalmente em como essa ciência explica como o nosso cérebro armazena informações na memória e como é possível aprender.

Mesmo as concepções de ensino e de aprendizagem serem amplamente discutidas, o ensino continua baseado no repasse de informação, onde o professor é a peça central.

Dessa forma, especialmente alunos de preparatório para vestibular ou da graduação, precisam reter o maior número de informações em um curto espaço de tempo para conseguir alcançar seus respectivos objetivos, seja entrar em uma universidade ou se manter no curso escolhido.

O post de hoje apresento algumas sugestões para otimizar o estudo e garantir uma boa aprendizagem.

Para começar, o professor ensina e o aluno aprende, CERTO? Não necessariamente, o cérebro não consegue memorizar todas as informações que lhe chegam o tempo todo. Ele é bastante seletivo, ou seja, só irá armazenar as informações que lhe sejam VITAIS. Como assim?

O nosso cérebro é uma máquina formada por milhares de células, especialmente os neurônios, que consomem muita energia para poderem sintetizar neurotransmissores e realizar sinapses nervosas. Calcula-se que esse órgão corresponda a 2% da massa do corpo, mas consuma, em média, 25% da energia produzida.


Portanto, boa parte dos alimentos e do oxigênio que consumimos diariamente são destinadas a esse órgão. No momento em que vivenciamos uma situação significativa, os neurônios estabelecem novas conexões entre si, o que determina a memória.


Os aprendizados vividos e todas as informações processadas durante o dia são fixadas no período de três a seis horas seguintes à sua aquisição.


As memórias podem ser classificadas de acordo com o conteúdo (a que reconhece a realidade e o contexto, outra que abrange fatos e eventos e ainda a que guarda os procedimentos e hábitos) e pela duração (a curta, retida por segundos ou no máximo seis horas, e a de longa duração, que persiste por muitas horas ou mesmo por anos).


Para entender como otimizar o cérebro a seu favor na hora de aprender trago agora alguns apontamentos realizados pela Dra. Cardoso no site: http://www.cerebromente.org.br/n01/memo/memoria.htm.

  • Estimular a memória. Utilize ao máximo a sua capacidade mental. Desafie o novo. Aprenda novas habilidades. Se você trabalha em um escritório, aprenda a dançar. Se for um dançarino, aprenda a lidar com computador; se trabalhar com vendas, aprenda a jogar xadrez; se for um programador, aprenda a pintar. Isto poderá estimular os circuitos neurais do seu cérebro a crescerem.
  • Prestar atenção. Não tente guardar todos os fatos que acontecem, mas focalize sua atenção e se concentre naquilo que você achar mais importante, procurando afastar de si todos os demais pensamentos.
  • Relaxar. É impossível prestar atenção se você estiver tenso ou nervoso.
  • Associar fatos a imagens. Aprenda técnicas mneumônicas. Elas são uma forma muito eficiente de memorizar grande quantidade de informação.
  • Visualizar imagens. Veja as figuras com os "olhos da mente". E perceba se ocorrem processos fisiológicos associados.
  • Alimentos. Algumas vitaminas são essenciais para o funcionamento apropriado da memória: tiamina, ácido fólico e vitamina B12. São encontradas no pão e cereais, vegetais e frutas. Alguns especialistas afirmam que vitaminas sintetizadas melhoram a memória, mas outros duvidam dizendo que estudos não comprovaram que estes nutrientes funcionam.
  • Água. A água ajuda a manter bem funcionante os sistemas da memória, especialmente em pessoas mais velhas. De acordo com a Dra.Turkington, a falta de água no corpo tem um efeito direto e profundo sobre a memória; a desidratação pode levar a confusão e outros problemas do pensamento.
  • Sono. Afim de se conseguir uma boa memória, é fundamental que se permita sono suficiente e descanso do cérebro. Durante o sono profundo, o cérebro se desconecta dos sentidos e processa, revisa e armazena a memória. A insônia leva a um estado de fadiga crônica e prejudica a habilidade de concentrar-se e armazenar informações.
 
 Além dessas dicas, é importante:

  • tomar nota durante as explicações, e depois organizar as principais ideias em forma de esquemas, e olhá-los de vez enquanto, isso ajuda a dizer para o cérebro que aquilo é importante.
  • realizar associações entre os conteúdos e vivencias pessoais.
  • praticar atividades físicas, isso auxilia na oxigenação do cérebro e na liberação de substâncias importantes para a atividade cerebral.
  • conversar com alguém sobre aquele assunto. Ensinar para a mãe ou estudar com um colega.
  • ao fazer anotações no caderno, destacar com caneta colorida as principais partes para chamar a atenção do cérebro para elas.
  • nunca deixar para estudar no dia da prova, pois o nervosismo afeta o processamento das informações.
  • nós aprendemos através das informações que nos chegam pelos órgãos do sentido, quanto mais eles forem estimulados melhor. Portanto, não se aprende somente ouvindo o professor ou olhando ele dar aula, é necessário uma interação maior.
  E não se esqueça, para garantir uma boa aprendizagem é fundamental interesse, uma alimentação balanceada e várias horas de sono.







quinta-feira, 12 de março de 2015

Vamos pedalar?

A última moda, no que se refere a atividade física é o ciclismo.

Percebe-se nos últimos dois anos o crescente número de participantes dessa modalidade. Inclusive existem aqueles que gastam vultuosas somas em dinheiro para equipar sua bike, que podem custar de R$ 900,00 à 10.000,00.
Além disso, alguns preferem pedalar sozinhos enquanto outros formam grandes grupos que passam o final de semana fazendo quilômetros de "exploração".
Em tempos de sustentabilidade, vai algumas vantagens desse tipo de atividade.

No entanto, alguns cuidados básicos devem ser tomados com relação a segurança. Segue algumas dicas com relação aos equipamentos básicos para quem gostou da ideia e quer iniciar nessa modalidade esportiva.





Não esquecer também, que antes e depois de andar de bike é fundamental uma alimentação balanceada, principalmente contendo proteínas, para que haja a reconstrução dos músculos, após o esforço prolongado.



quinta-feira, 5 de março de 2015

As proteínas na alimentação



Uma dieta para ser considerada saudável deve conter todos os grupos de macronutrientes: carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais.
Ao longo do tubo digestório, o alimento é quebrado em partículas menores capazes de serem assimiladas pelas células, dessa forma os carboidratos serão transformados em glicose, as proteínas em aminoácidos e os lipídios em ácidos graxos. Após a absorção desses micronutrientes pelo sangue, esses podem seguir várias vias metabólicas, mas para esse post vou especificar somente a utilização das proteínas pela célula para produção de energia.

As proteínas são encontradas em alimentos de origem animal, como carnes, aves, ovos, leites e derivados, e de origem vegetal, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico) e cereais (milho, trigo, etc.)

No corpo humano, as proteínas são classificadas conforme a função que desempenham.
Proteínas transportadoras - São aquelas que atuam no transporte de moléculas para dentro e para fora das células. São proteínas da membrana plasmática. A hemoglobina, por exemplo, é uma proteína transportadora. Presente nas hemácias, transporta o oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo.
Proteínas reguladoras - Existem alguns tipos de hormônios que são proteínas e possuem a função de regular atividades metabólicas no organismo. Podemos citar como exemplo de proteína reguladora a insulina. Sintetizada no pâncreas, ela atua no metabolismo de lipídeos e proteínas, além de ser responsável pela entrada da glicose nas células.
Proteínas de defesa (anticorpos) - Atuam no sistema imunológico do nosso organismo, ou seja, possuem a função de protegê-lo de organismos estranhos (vírus, bactérias e etc.) que penetram em nosso organismo. A trombina e o fibrinogênio também são proteínas de defesa, pois atuam na coagulação do sangue em caso de ferimentos e cortes, evitando a perda sanguínea.
Proteínas catalizadoras - Estas proteínas possuem a função de acelerar e facilitar reações químicas que ocorrem no interior das células. As enzimas, por exemplo, são proteínas catalizadoras.
Proteínas estruturais - São aquelas que possuem a função de promover a sustentação estrutural aos tecidos do organismo. Podemos citar como exemplos: elastina (atua na estrutura da pele) e queratina (atua na estrutura dos pelos, unhas e cabelos).
Proteínas contráteis - Estas proteínas possuem a função de possibilitar a contração das fibras dos músculos. A miosina e a actina são exemplos de proteínas contráteis.


As proteínas são tão importantes, que o dogma centrar da biologia molecular diz que, o DNA contém as informações genéticas, que são transcritas para uma molécula de RNA, que ao ser lido produz uma cadeia polipeptídica, que irá ser transformada em proteína, para que a célula expresse suas funções.


As proteínas são formadas por 20 aminoácidos diferentes. Destes, 11 são ditos não essenciais, pois nosso corpo os produz, no entanto 09, classificados como essenciais, são produzidos em pequena quantidade e precisam ser repostos através da alimentação. São eles:
Aminoácidos essenciais: Leucina, isoleucina, valina, triptofano, metionina, fenilalanina, treonina e lisina (a histidina é um aminoácido essencial na infância).
Aminoácidos não-essenciais: Alanina, arginina, ácido aspártico, aspargina, ácido glutâmico, cistina, cisteína, glicina, glutamina, hidroxiprolina, prolina, serina e tirosina.


Todos os aminoácidos estão presentes em alimentos ricos em proteínas, como carnes, leite, abacate, abóbora, feijão e soja. Veja agora algumas funções desempenhadas por alguns deles:
Triptofano: participante da produção da vitamina niacina e do neurotransmissor serotonina, responsável pela sensação de bem-estar.
Metionina: um dos responsáveis pela fabricação de compostos como colina e carnitina, esse aminoácido ajuda na formação de tecidos do corpo.
Fenilalanina: dá origem à tirosina e, juntas, produzem a tiroxina e a epinefrina. A tirosina está envolvida na formação do pigmento da pele e dos cabelos.
Arginina e citrulina: fazem parte da formação da ureia no fígado.
Glicina: se alia a substâncias tóxicas transformando-as em substâncias não-prejudiciais à saúde e que, depois da união, são excretadas pelo organismo
Histidina: aminoácido formador da histamina, que causa a dilatação dos vasos sanguíneos.
Glutamina: o aminoácido mais abundante no plasma e nos músculos.

O organismo não pode armazenar aminoácidos e, portanto, existe uma constante quebra e rearranjos de proteínas. Para incentivar essa “renovação proteica” ou reciclagem de proteínas, existe a necessidade de um aporte constante de proteínas através da alimentação. Muitas vezes, pode existir um excesso de determinados aminoácidos e proteínas totais. Nestas situações, o fígado converte-os em glicose, para o fornecimento energético.

Depois de ler todos os benefícios das proteínas, você pode se indagar: então se eu comer somente proteínas estarei emagrecendo e aumentando a minha massa muscular?

Acontece que as necessidades diárias da ingestão de proteínas situam-se em torno de 0,8 a 1 grama por quilo de peso. Em relação à contribuição total das proteínas na ingestão calórica, recomenda-se cerca de 10 a 15%.
O organismo utiliza apenas as proteínas que necessita, e uma vez que a maioria dos alimentos ricos em proteínas, apresentam também altos teores de gordura, uma dieta hiperproteíca pode conduzir ao ganho de peso e à deposição de gordura. Para a manutenção de uma vida saudável, é essencial a escolha de uma alimentação equilibrada e variada, sem exagerar nas proteínas.

Já os atletas, por vezes, têm a tendência para consumir quantidades acrescidas deste nutriente, uma vez que os músculos são constituídos por proteínas, com o objetivo de obter uma maior força e volume muscular. O consumo diário médio, neste caso, é de cerca de 1,4 gramas de proteínas por quilo de peso corporal. Contudo, uma ingestão proteica superior não aumenta a força ou resistência muscular. A única forma de fortalecer e desenvolver os músculos é através do exercício físico.

Outra desvantagem, diz respeito aos resíduos tóxicos produzidos pelo organismo ao quebrar as proteínas para produção de energia. Quando um aminoácido entra na respiração celular, pelo Ciclo de Krebs, gera amônia, que é extremamente tóxica ao organismo. O sistema circulatório encaminha essa amônia ao fígado que a converte em ureia, que posteriormente é eliminada pelos rins. Portanto, uma alimentação muito rica em proteínas pode gera insuficiência renal.


Uma pesquisa divulgada no site http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/2014/03/estudo-alerta-dieta-rica-em-proteina-animal-pode-aumentar-risco-de-cancer.html, afirma que pessoas que ingerem muitas proteínas, principalmente na forma de suplementos, correm mais riscos de desenvolver câncer, diabetes e obesidade.


Portanto, antes de iniciar uma dieta por conta própria, seja para emagrecer ou para adquirir massa muscular é essencial procurar um Nutricionista.